Para especialistas, formalização exige educação
Postado por: Carlos Dias - setembro 7, 2010 ás6:20 pm
Especialistas reunidos no Fórum de Varejo C4 – congresso do setor de crédito e de cartões realizado na última quinta-feira em São Paulo – concordaram em uma questão crucial: a lei do Empreendedor Individual vai dar acesso a crédito a milhões de brasileiros, mas como contrapartida os novos empresários vão ter de investir em educação financeira. Segundo reportagem publicada pela Agência Sebrae de Notícias, as instituições financeiras vão liberar empréstimos na medida em que perceberem a capacidade do empreendedor em administrar recursos e gerir sua empresa.
Juliana Paz, da Ande (Agência Nacional de Desenvolvimento Empresarial), explicou que sua entidade prioriza, até mais que o microcrédito, oferecer serviços de capacitação dos empreendedores. O objetivo é ajudá-los, por exemplo, a aprender a controlar melhor receitas e despesas e evitar o endividamento excessivo. A Ande, braço microfinanceiro da ONG Visão Mundial, que atua em mais de cem países, atua em sete estados do Nordeste e no norte de Minas Gerais.
Crédito
Segundo os participantes do evento, as instituições financeiras em geral já vêm se preparando para a ampliação desse mercado de crédito, diante do potencial desse mercado, que tem 500 mil empreendedores inscritos e um teto de pelo menos 10 milhões de profissionais que atuam na informalidade.
“Os bancos públicos já oferecem pacotes para o segmento, com isenção ou redução de tarifas, e percebemos que os bancos privados, nacionais e estrangeiros, também estão buscando compreender melhor como funciona o EI e saber como poderão operar com ele”, disse o gerente da Unidade de Acesso a Serviços Financeiros do Sebrae-MG, Alessandro Chaves. “O empreendedor individual hoje não está organizado, mas boa parte está dentro do sistema financeiro como pessoa física. Se os bancos forem parceiros do Sebrae no trabalho de informar esse público, certamente o número de formalizações crescerá mais rapidamente.”
Segundo Tânia Christopoulos, professora da USP (Universidade de São Paulo) e representante do Centro de Microfinanças da FGV (Fundação Getúlio Vargas), a tendência do mercado financeiro é desenvolver tecnologias de meios de pagamento voltadas para a baixa renda, expandir a rede de correspondentes (estabelecimentos comerciais autorizados a prestar serviços financeiros para os bancos), formar agendes de crédito e capacitar os empreendedores.
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2 comentários
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Christian Moreira da Silva
12/09/2010 | 23:39
Grande Carlos Dias.
Magnífico texto. Parabéns !!!
Christian.’.
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Empreendedores Individuais chegam a 1 milhão « Empreendedores – O Blog da Caixa
8/04/2011 | 17:56
[...] Para especialistas, formalização exige educação [...]
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