Cai a mortalidade das pequenas empresas paulistas
Postado por: Carlos Dias - agosto 28, 2010 ás6:35 pm
A capacidade de sobreviver das empresas paulistas aumentou nos últimos cinco anos. O monitoramento dos índices de sobrevivência e mortalidade das empresas do estado conduzido pelo Sebrae-SP desde 1998 revelou uma capacidade maior das micro e pequenas empesas de até 5 anos de vida de driblarem as dificuldades e se manterem abertas. O estudo foi divulgado esta semana em São Paulo e apresentou, entre outros dados, a diminuição da taxa de mortalidade destes negócios de 71% para 58%.
A taxa de mortalidade das micro e pequenas empresas no primeiro ano de vida também caiu, de 35% para 27%. A taxa de mortalidade de empresas com um ano no mercado permaneçeu estável com relação ao levantamento anterior, realizado em 2005.
Capacitação
Para o Sebrae, as taxas continuam altas, apesar da redução (348 mil ocupações desaparecem por ano com o fechamento de 84 mil empresas). Em entrevista coletiva, o Superintendente do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella, destacou o custo social do fechamento dessas empresas para o país e apontou duas causas principais para a alta taxa de mortalidade que ainda afeta os pequenos negócios no Brasil. “Para prosperar como empreendedor é preciso uma grande dose de planejamento. É preciso planejar muito bem o negócio antes de abrir as portas, qual serão as estratégias de atuação, o que muitas vezes não é feito”, afirmou.
Outro fator decisivo para a sobrevivência das pequenas empresas é a capacidade de gestão. “O empreendedor deve estar pronto para os desafios da gestão, pronto para inovar, acessar novas tecnologias, novos mercados e investir em novos produtos e clientes”, recomenda. Prova disso é outro dado que chama a atenção na pesquisa: as empresas que são clientes do Sebrae-SP têm um desempenho melhor: apenas 18% das empresas que se utilizaram dos serviços e produtos do Sebrae-SP fecharam no primeiro ano de existência (o número geral do mercado é 27%).
Os empreendimentos com 5 anos de existência que contaram com o auxílio do Sebrae-SP também apresentaram maior competitividade, com a sobrevivência de 63% das empresas contra 42% do mercado. Por isso, a capacitação é tão importante para o pequeno empreendedor. Planejar, estudar e inovar continuam sendo os alicerces de uma empresa de sucesso.
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