Como melhorar a atitude de seus funcionários
Postado por: Debora Carrari - fevereiro 28, 2010 ás11:40 pm

Ketih McFarland: funcionários gostam de mudanças, sim
Persuadir empregados a mudar um comportamento que não é produtivo não é fácil, mas é possível. Em artigo no portal da revista Business Week, o colunista Keith McFarland destaca algumas lições tiradas do livro Switch (ou, em tradução livre, “Guinada”, não lançado no Brasil), dos irmãos norte-americanos Dan e Chip Heath, para deixar essa tarefa menos penosa.
O tema do livro é mudança organizacional, mas o conteúdo traz informações relevantes para qualquer gestor de empresa que quer mudar a atitude de uma ou várias outras pessoas. A primeira dica é esquecer do mito de que as pessoas não gostam de mudar. Na realidade, elas gostam de mudanças sim, mas é preciso saber como estimular essa nova direção. Por isso, a segunda dica é separar a pessoa do problema. Muitas vezes, o comportamento que não está agradando foi estimulado por uma situação, e não é necessariamente um problema de personalidade ou atitude pessoal do funcionário.
Segundo McFarland, o ambiente que se almeja deve ser criado de dentro para fora, servindo de estímulo para o comportamento que se espera dos outros. Em outras palavras, se você vive reclamando da qualidade do trabalho dos seus funcionários, mas não está fazendo nada para melhorá-la, você não está fazendo a sua parte.
Motivando um elefante
Outra ideia é expressa no livro por meio de uma metáfora, a do elefante e o cavaleiro. Quando se quer provocar uma mudança em alguém (seja se adaptar a um novo sistema interno de comunicação, ou chegar ao trabalho no horário certo), pense nessa pessoa dividida em duas partes: uma racional (o cavaleiro), e uma emocional (o elefante). Teoricamente, a parte racional está no controle da parte emocional (assim como o cavaleiro conduz o elefante), mas não completamente, pois o peso da emoção (ou do elefante) no destino do trajeto é muito grande, e o cavaleiro pode ser arrastado pelo elefante contra a sua vontade.
E você pode usar isso a seu favor percorrendo três passos: a) Você pode direcionar o cavaleiro (principalmente reduzindo as dúvidas e ansiedades sobre que tipo de mudança é necessária); b) Motivar o elefante (tentando descobrir, por exemplo, o que estimula a mudança nessas pessoas); e c) trace o caminho (seja didático, comunique com clareza e planeje o processo que vai levar a mudança). Assim, as duas partes estarão em maior harmonia e chegarão ao “destino” mais rápido.
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