Micro e pequenas criam três em cada quatro empregos

Postado por: - fevereiro 23, 2010 ás3:20 am



Micro e pequenas batem recorde na criação de vagas em janeiro

As micro e pequenas empresas criaram no mês passado 74% das vagas formais de emprego do país, sendo que 57,1% do total – nada menos que 103.590 postos de trabalho com carteira assinada – nasceram em microempresas com no máximo quatro funcionários. A informação foi divulgada ontem pela Agência Sebrae de Notícias, a partir de análise de dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), um abrangente e detalhado banco de dados do Ministério do Trabalho, totalmente acessível na internet. Esses números representam um salto de 27% em relação ao recorde de janeiro de 2008, muito antes de crise global. A título de comparação, as médias empresas geraram 18% do total de 181.419 empregos, e a grandes responderam por 8% desse universo.

Retomada de crescimento

Segundo a gerente da unidade de gestão estratégica do Sebrae, Raissa Rossiter, esses dados são um efeito da retomada de crescimento que tem acontecido no país. “O retorno da dinâmica nas grandes empresas, por exemplo, desencadeia demanda de bem e serviços para as micro e pequenas”, afirmou. Os setores de melhor desempenho entre os empreendedores foram o de serviços (28,8%), o da indústria de transformação (22%) e o da construção civil (16,9%) – sem demissões nos demais, na média, inclusive no comércio.

As microempresas que empregam até quatro trabalhadores participaram significativamente no saldo total dos serviços (21,2%), comércio (15,7%) e indústria de transformação (7,8%), gerando um salto positivo no nível de emprego nos demais. “A construção civil tem se revelado muito forte, devido às políticas habitacionais que estão sendo implementadas no país”, explicou. “Com isso, são geradas demandas tanto para as grandes construtoras como para os pequenos depósitos de material de construção.”

O comércio é o setor em que houve queda no nível de emprego em todos os segmentos a partir de cinco funcionários, tanto micro quanto grandes empresas. Nos demais setores, o ganho em postos de trabalho foi consistente. As microempresas que empregam entre cinco e 19 colaboradores tiveram saldo positivo na indústria de transformação (4%), serviços (3,5%) e construção civil (2,1%), mas extinguiram vagas no comércio (-7,0%). Já as pequenas empresas (mais de 20 funcionários) foram as responsáveis pelos principais saldos na indústria de transformação (10,2%), na construção civil (6,3%) e nos serviços (4,0%). Já a perda de postos no comércio foi de 8,0%.

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Carlos Dias
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3 comentários
  • jaderdavila the small shareholder 24/02/2010 | 8:31

    jaderdavila the small shareholder
    a unica coisa errada aqui é ‘carteira assinada’.
    ninguem quer pagar um fixo pro empregado, se o patrao nao sabe se ele mesmo vai ganhar em um mes, pra ele e mais o fixo do empregado.
    em um mercado que sobe e desce, melhor um associado que flutue junto com vc.
    no informal, a regra é ‘ se eu ver dinheiro, vc ve tambem’.
    em vez de anunciar procurando empregado, anuncie procurando socio que ponha dinheiro no negocio tambem.
    muita gente tem dez mil reais debaixo do colchao, e um filho desempregado.
    quem pos dinheiro no negocio, trabalhará 24×7, e ainda xingará o domingo.

  • Augusto Cesar 5/03/2010 | 16:28

    eu queria saber por que o governo diz que só pagar R$ 570 e não paga mais nada, se para tirar o alvará, a prefeitura da minha cidade, que é SANTO ANTONIO DE JESUS- BA
    esta cobrando r$126,00 para fazer esse documento.
    eu queria saber se nos outros estados estão cobrando também.

  • luiz rodrigues da silva 30/05/2010 | 13:50

    * porque tanta dificuldade?

    * eu quero ser empreendedor.

    * eu quero produzir para o brasil

    * quero aplicar o meu dom onde eu tenho dom?

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