Previna-se contra a inadimplência, a sua e a dos clientes

Postado por: - outubro 29, 2009 ás4:00 am



Falta de dinheiro para honrar dívidas: pior nível desde 2001, segundo o BC

Inadimplência. Essa é uma das principais preocupações da maioria dos empreendedores brasileiros. Ela voltou a se agravar e atingiu o pior patamar desde maio de 2001, aponta o Banco Central, de acordo com o Estadão. O percentual dos empréstimos com atraso superior a 90 dias subiu pelo décimo mês consecutivo e atingiu 4% das operações, ante 3,9% em agosto.

Mas a boa notícia é que a inadimplência deve diminuir brevemente, de acordo com o chefe-adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, segundo o site. “Não posso assegurar que já chegamos à normalidade desse processo, mas a inadimplência tende a reverter o movimento de alta. Agora, é possível dizer que estamos observando um movimento de estabilização dos atrasos”, diz.

Capital de giro

O argumento de Maciel passa pela observação de que a inadimplência das empresas chegou a crescer 0,4 ponto porcentual em apenas um mês, como aconteceu em julho. Nos dois últimos meses, porém, a taxa de aumento da inadimplência foi bem menor, de 0,1 ponto porcentual.

Outro sinal de volta à normalidade no crédito das empresas é o comportamento do capital de giro, diz o chefe-adjunto do Depec. A média diária de novos empréstimos nessa linha de crédito saltou 10,4% na comparação com agosto e somou R$ 1,142 bilhão. Segundo Maciel, o número revela aumento da demanda pela atividade econômica aquecida e a volta da oferta de crédito nos bancos.

As contas no vermelho de uma empresa também podem ser explicadas pela inadimplência dos clientes. Para reduzir a possibilidade de ter consumidores inadimplentes, veja algumas regras sugeridas pelo Sebrae.

- Exija a apresentação de do­cumentos pessoais: RG e CPF, confirmando a assinatura que consta nos mesmos;

- Não aceite que o cliente diga o número do RG e CPF, mas sim solicite a apresentação dos documentos na hora da compra à vista (se for paga com cheque) ou parcelada;

- Solicite comprovante de residência: contas de água, luz, telefone etc.;

- Faça o requerimento do comprovante de renda: recibo de pagamento, declaração de imposto de renda, carteira de trabalho.

- Após esses procedimentos, efetue a confirmação de dados do cliente por telefone fixo ( (confirmação de residên­cia, de emprego ou de uma referência);

- Consulte o SPC – Serviço de Proteção ao Crédito, SERASA, usecheque, telecheque, entre outros;

- No caso de cliente antigo, atualize sempre os dados cadastrais, mantendo a confirmação por telefone;

- Trabalhe com cartões de crédito e débito, pois as taxas cobradas pelas admi­nistradoras são compensadas pela garantia de recebimento dos valores. Há também uma forte tendência no mercado para a popularização do car­tão de débito;

- Outro grande problema que o empresário encon­tra são as contas bancárias recém-abertas, que apresen­tam um alto índice de inadim­plência. Por lei, o comerciante somente poderá recusar-se a receber pagamentos por meio de cheques ou fazer qualquer outra restrição, se fixar cartaz visível com as informações ao cliente, como “só aceitamos cheques mediante apresen­tação de CPF e RG e mediante consulta” ou “não aceitamos che­ques de terceiro.”

Carlos Dias
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