Para crescer, não concorra com a liderança, diz professor
Postado por: Amanda Camasmie - setembro 1, 2009 ás7:40 pm

Lobão: é preciso usar menos emoção e mais técnica
Quanto mais competitivo fica o mercado, mais difícil torna-se crescer nos negócios. É por esse motivo que as formas de crescimento no mercado estão muito menos óbvias. A afirmação foi feita ontem por Luis Augusto Lobão Mendes, professor da Fundação Dom Cabral, centro de desenvolvimento de executivos, empresários e empresas criado em 1976. Em mesa-redonda realizada na Editora Globo, em São Paulo, o professor de estratégia empresarial disse que, para se diferenciar em um cenário em que os produtos estão cada vez mais parecidos, não basta vencer a concorrência. É preciso torná-la irrelevante.
“Diante de uma perspectiva interna, 70% do sucesso de uma empresa está na disciplina de fazer uma boa gestão”, complementou Haroldo Vale Mota, especialista em finanças internacionais pela George Washington University e professor de finanças e pesquisador da Fundação Dom Cabral. Ou seja, de acordo com os professores, tentar competir com a liderança não é o melhor caminho, considerando que o líder já conhece muito bem o seu mercado. E para fazer isso é preciso adicionar valor ao seu serviço ou produto.
Análise do empreendedor brasileiro
Segundo Mendes, os executivos brasileiros chegaram ao limite de sua competência básica, ou seja: não seguem modelos, são muito instintivos, afirmou. O fato de não seguir modelos é a mesma tecla já batida pelo Empreendedores – a de que o empreendedor precisa estudar e se especializar. “Essa falta de especialização vem de um modelo de ensino em que a geração de conhecimento não estava inserida”, destacou o professor. Ou seja, o empreendedor brasileiro poderia ser um pouco menos emotivo e mais técnico. Não que a emotividade não seja boa. Ela é, sim: traz flexibilidade e maior capacidade de lidar com clientes e conflitos. Mas ela por si só não basta.
O professor elenca alguns pontos fundamentais para garantir espaço no empreendedorismo:
1 – É preciso ter capacidade de antevisão do futuro; antecipar-se e mostrar que a sua empresa está de olho nas tendências;
2 – Resiliência: saber vencer os obstáculos e passar por crises
3 – Capacidade de sucessão: o professor aponta que a média de vida das empresas chega a trinta anos. Isso acontece porque não trabalham um bom plano de sucessão.
4 – É imperativo crescer. Dê sempre oportunidade aos funcionários e lembre-se de procurar os caminhos menos óbvios. Busque novos modelos e crie valor.
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3 comentários
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Cláudio
9/09/2009 | 20:36
Interessante a matéria. Agora sobre a analise dos empreendedores brasileiros, sera que o fato deles não seguirem modelos, também está ligado a aquela antiga imagem de que o “brasileiro é um ser criativo”?. Acredito que depositamos muita confiança em nossa criatividade, em nosso “jeitinho brasileiro” e nos esquecemos que o ato de empreender vai muito além, exige conhecimento e estudo.
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AIRTON
10/09/2009 | 7:44
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