Empreendedores da área têxtil se preparam para a Copa
Postado por: Equipe Caixa - agosto 9, 2009 ás6:55 pm

Máquinas da Artegola: investimentos para aumentar a produção em até 30%
Os empreendedores curitibanos Ari Tuburski Filho e Valmir Romário Nabosne comprovam a tese de John Wells: é essencial fazer planejamentos a longo prazo. Os sócios da Artegola, grupo que engloba as empresas Tiburski Nabosne e Ari Tiburski Confecções, já estão preparados para enfrentar a Copa do Mundo de 2010. Ari e Valmir entrarão em campo para oferecer golas e tecidos às empresas de confecção. A expectativa é aumentar em 30% a produção atual – que gira em torno de 25 a 30 toneladas mensais.
Para atender essa demanda, a Artegola recorreu pela sexta vez, no final de julho deste ano, ao Proger Investgiro, linha de crédito oferecida pela Caixa Econômica Federal, para adquirir uma máquina eletrônica importada – modelo ainda sem fabricação no Brasil, cujo custo equivale a cerca de R$ 150 mil. “Além dessa máquina adquirida na semana passada, em agosto, pretendo conseguir junto ao Proger uma máquina para sublimação, que custa em torno de R$ 200 mil e produz tecidos já estampados ao cliente”, disse Ari ao Empreendedores.
O empreendedor aponta que não teve dificuldades em conseguir crédito com o Proger. “Basta estar com a empresa em ordem, impostos em dia e ter uma renda compatível”, afirmou. O grupo, que dispõe de 18 funcionários, pretende ainda contratar mais três colaboradores para ocupar, cada um, um dos três turnos de trabalho existentes, que somados totalizam as ininterruptas 24 horas de jornada da empresa – uma estratégia que eleva ao máximo o uso do espaço e reduz ao mínimo a ociosidade do equipamento. “O empreendedor precisa ter ousadia e um bom tempero de cautela”, aconselha Ari. “Todas as novidades implantadas na empresa vêm sempre acompanhadas de muita pesquisa.”
Relacionamento com a Caixa
Ari passou a utilizar os serviços da Caixa por recomendação de seu pai, que com o auxílio da instituição financeira manteve uma fábrica de blusas de lã por 40 anos. A ideia de sair dos fios de tricô e começar a desenvolver golas partiu de Ari, que aproveitou a Copa de 1994 para alavancar as vendas da empresa de seu pai. Os incentivos do pai de Ari para que ele abrisse seu próprio negócio foram decisivos para o sucesso da Artegola: “Ele cedeu uma das máquinas da empresa dele”, conta o empreendedor.
Com um faturamento em torno de R$ 40 mil, o empreendedor decidiu ultrapassar os limites da produção de golas para também embarcar na fabricação de tecidos. Foi então que, em meados de 1997, deu o primeiro aperto de mão em Romilda Alves Scorsin, gerente de relacionamento da agência Portão da Caixa Econômica Federal, em Curitiba, e conseguiu o auxílio dos recursos do Proger para aquisição de uma máquina eletrônica no valor de R$ 300 mil.
Em 2009, com 18 funcionários, um sócio e seis linhas de crédito com a Caixa, a Artegola tem um faturamento de cerca de R$ 400 mil. “Nos 15 anos em que sou atendido por Romilda tive muito auxílio”, elogia Ari. “Ela faz simulações e mostra qual é a melhor maneira para pagarmos. Na última aquisição, pretendia fazer o Proger em 60 meses, mas ela me provou que era muito mais vantajoso diminuir o tempo de pagamento”.
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